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Saiba o que vai acontecendo no (nosso) mundo da Propriedade Intelectual.
05

Mar
NOTÍCIAS
Equipa J. Pereira da Cruz avalia candidaturas BIP Proof
PORTUGAL

Foi com muito gosto que a equipa de especialistas em Patentes J. Pereira da Cruz se juntou à Universidade do Porto para apoiar o Projecto BIP Proof, cujo principal objectivo é criar um sistema de provas de conceito que visam estimular a concretização de etapas de valor condicionantes à valorização de resultados de investigação promissores. Essas provas de conceito podem traduzir-se em construção de protótipos de viabilidade técnica, realização de ensaios in vitro/in vivo, estudos de viabilidade ou de mercado, entre outras, para que possam contribuir para a maturação da tecnologia e aproximação ao mercado.

J. Pereira da Cruz congratula todos os participantes desta edição do BIP Proof, em especial os vencedores. A lista completa dos projectos avaliados encontra-se aqui.

 

 


04

Mar
EVENTOS
INTA Webinar Series - Enforcement of IP Rights in Africa, com participação de Nuno Cruz
ONLINE

"Enforcement of IP Rights in Africa" é o tema do evento, organizado pela International Trademark Association (INTA), cujo principal objectivo visa, através de um ciclo de conferências online, proporcionar partilha de conhecimento e capacitar os participantes no âmbito destas matérias.

Nuno Cruz, a convite da organização deste evento, integrou hoje, o ciclo de seminários 2: “IP Enforcement in Southern Africa", desenvolvendo o tema “Angola Update”.

No mesmo painel estiveram também:

-Twebaze Bemanya, Director General, African Regional Intellectual Property Organization (ARIPO) (Zimbabwe).
-Amanda Lotheringen, Companies, and Intellectual Property Commission (CIPC) (South Africa).
-Nancy Samuriwo, Samuriwo Attorneys (Zimbabwe).

 

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01

Mar
ARTIGO
Adaptação e crescimento
PORTUGAL

Rui Gomes responsável pelo departamento de Patentes J. Pereira da Cruz, S.A., aborda este tema em artigo publicado no Jornal de Leiria.

Crescimento sustentável, criação de valor próprio e para a sociedade e foco na inovação são elementos de visão empresarial importantes, que têm subjacente uma melhoria da empresa, mas também do mundo que a rodeia, numa perspectiva mais próxima – através da criação de valor – ou de forma mais universal – através da inovação, que se baseia e leva mais além o conhecimento anterior. 
 
Alguns destes valores ganham um significado ainda maior num momento de maior dificuldade, em que são necessárias soluções novas para novos problemas e oportunidades, resultantes duma mudança da realidade. O teletrabalho, as alterações de consumo, os cuidados de protecção individual e colectiva, novas regulamentações daí decorrentes ou a redução da mobilidade são exemplos de novas condições que afectaram as empresas. 
 
O período que atravessamos é assim um período que também envolve (e já envolveu) uma adaptação das empresas. A adaptação é, em si mesma, inovação, que pode ser em grande medida baseada em conhecimento anterior adaptado ou melhorado, seja a nível tecnológico ou processual – como o reajustamento necessário para colocar uma parte ou mesmo toda a equipa a trabalhar a partir de casa. 
 
Segundo o relatório Intellectual property rights and firm performance in the European Union, publicado no mês de Fevereiro de 2021 pelo Instituto da Patente Europeia (EPO) e pelo Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO), existe uma correlação forte entre os diversos elementos de visão de que falávamos há pouco: a receita da empresa por funcionário, o salário médio por funcionário e o número de direitos de propriedade industrial detidos pela empresa estão intimamente relacionados, sendo que quanto maior for o último, mais altos são a receita e o salário. 
 
Os direitos de propriedade intelectual são indicadores relativamente fáceis de medir, e reflectem diferentes tipos de inovação de uma empresa: as patentes, mais focadas na inovação tecnológica, as marcas em novos produtos e serviços, e os desenhos em designs inovadores. Segundo o relatório – cuja fonte são empresas da União Europeia, principalmente PME –,uma empresa que detém pelo menos uma patente apresenta em média uma receita 36,3 % superior a uma empresa sem qualquer direito de propriedade industrial. Para uma empresa que detenha pelo menos uma marca, esse acréscimo é de 20,9 %. Este é um valor médio, que é ainda mais alto se a empresa for uma PME. 
 
Esta é uma visão empresarial que tem singrado em Portugal, e que se consegue identificar claramente na região Centro. Em 2019, o número de pedidos de patente portuguesa solicitados por entidades da região Centro foi o mais alto do país, 84 pedidos por milhão de habitantes. Especificamente no Distrito de Leiria, o valor é também acima da média nacional, 76 pedidos por milhão de habitantes. Não existem números, por exemplo, de pedidos internacionais de patente por região ou por distrito, mas os valores nacionais permitem ter uma ideia da dimensão. Por outro lado, estes valores têm-se mantido estáveis ao longo dos últimos anos, o que indica que existe margem para um novo crescimento. 
 
É gratificante perceber que essa aposta na inovação produz efeitos bem visíveis no bem-estar empresarial e na sociedade que o rodeia, especialmente num momento crítico como este. A inovação é um passo claro nesse sentido e a propriedade industrial promove que os referidos objectivos associados sejam cumpridos. Portugal continua a aproximar-se dos indicadores dos países do pelotão da frente em inovação, mas ainda distante, e o caminho, apesar de reforçado, continua.